Ano Internacional do Planeta Terra
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Brasília, 06 de outubro de 2008     Busca
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Desastres Naturais – diminuir os riscos e despertar para a conscientização
Ano Internacional da Terra

Desastres Naturais – diminuir os riscos e despertar para a conscientização

Vivemos em uma delicada interface entre a terra e o céu, na qual grandes forças da natureza, como terremotos, erupções vulcânicas, soerguimento de montanhas, tempestades, inundações, geleiras e outros agentes naturais interagem de maneira dinâmica. Esses fenômenos são responsáveis pela estruturação da paisagem.

Vivemos em uma delicada interface entre a terra e o céu, na qual grandes forças da natureza, como terremotos, erupções vulcânicas, soerguimento de montanhas, tempestades, inundações, geleiras e outros agentes naturais interagem de maneira dinâmica. Esses fenômenos são responsáveis pela estruturação da paisagem.

Desde os primórdios da civilização, a humanidade presencia o poder destruidor destas forças que já causaram milhões de mortes no mundo todo. Contudo, atualmente, o conhecimento geológico nos oferece um melhor entendimento do funcionamento e da interação entre as camadas - litosfera, hidrosfera, biosfera e atmosfera - do planeta, de modo a diminuir os riscos e despertar a população para uma conscientização.

A importância deste tema fez com que a ONU chamasse a década de 1990 de a "Década Internacional para Redução de Desastres Naturais". Cabe às Geociências a tarefa de fornecer o conhecimento para prevenir tais desastres e preparar as comunidades para reduzir sua vulnerabilidade. Isto é muito importante nas áreas urbanas onde os processos são potencializados pela desorganizada ocupação antrópica.

As conseqüências dos fenômenos naturais se divergem muito em relação ao lugar em que ocorrem e ao tipo de habitação existente no local. Por exemplo: um terremoto ocorrido em um grande centro urbano – China – e outro ocorrido em região pouco habitada – Itacarambi (MG) – possuem distintas conseqüências. O terremoto ocorrido na China no último mês de maio provocou mais de 12 mil mortes e, o terremoto de 2007 em Itacarambi (MG), uma casa caiu e matou uma criança. Embora a escala do tremor na China tenha sido maior, o de Itacarambi (MG) somente não teve maiores conseqüências por que abrangeu uma região pouco habitada e com construções despreparadas para tal evento.

O Brasil é relativamente um país estável aos terremotos e outros fenômenos que causam muita destruição em todo mundo. No entanto, como sabemos, nosso planeta é dinâmico e seus processos naturais podem ocorrer a qualquer momento. Negligenciar este fato pode causar muitas perdas à sociedade. Cabe lembrar do furacão que atingiu Nova Orleans (EUA): os geocientistas diziam que a cidade necessitava de investimentos de milhões de dólares para proteção contra inundações e furacões, mas muitos projetos não foram considerados no orçamento presidencial e a população ficou entregue a própria sorte. Bairros inteiros foram destruídos, doenças espalhadas por toda parte e mais de 1800 mortos.

Atualmente, muito se fala das alterações climáticas e, não só ouvimos falar, como, cotidianamente, vemos que as estações não obedecem mais a certo padrão a que seguia. Mais do que nunca, os países e seus governantes devem estruturar planos de atuação e políticas públicas que considerem esta vertente ambiental, a fim de amparar sua população e evitar tragédias, pois todo conhecimento geocientifico e recursos financeiros disponíveis não servirão de nada se não forem utilizados para monitoramento dos eventos naturais do planeta, de modo a garantir informação segura e proteção a nossa sociedade.

Para saber mais:

www.yearofplanetearth.org

www.progeo.pt/aipt

Luís Anselmo C. N. Ifanger, 26, estudante de Geociências na Universidade de São Paulo (USP). E-mail: luisanselmo@usp.br Colaboração: Denise C. Tordin.

, 26, estudante de Geociências na Universidade de São Paulo (USP). E-mail: Denise C. Tordin.
10/07/2008 - 16:07 - 
 
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