Desenvolver pesquisas e soluções para problemas prioritários das geociências e divulgar sua importância para as sociedades e para a vida humana são os objetivos principais do Ano Internacional do Planeta Terra, 2008, lançado nos dias 23 e 24 de abril, na Câmara de Deputados, em Brasília, com o apoio da Unesco, do Ministério da Ciência e Tecnologia e da União Internacional de Ciências Geológicas (IUGS). Cientistas brasileiros, do México, do Chile, do Peru, de Cuba e de Costa Rica, parlamentares e formadores de opinião participaram dos debates e do lançamento regional, na América Latina e Caribe, da campanha mundial deslanchada em Paris no dia 12 de fevereiro, com apoio de 191 países.
São dez os temas fundamentais da campanha – Água Subterrânea, Desastres Naturais, Terra e Saúde, Clima, Recursos Naturais e Energia, Megacidades, Núcleo e Crosta Terrestres, Oceanos, Solos, e Terra e Vida – cujos desdobramentos condicionam a vida na Terra. "O Planeta é um sistema de sistemas, onde tudo está interligado. Nenhum tema é mais importante. Dependemos de todos, mas a população está dramaticamente desinformada sobre suas condições de existência", afirma o presidente do Comitê Nacional do Ano Internacional do Planeta Terra, o geólogo Diógenes de Almeida Campos. Em 2008, a campanha pretende promover eventos em julho, na reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Campinas, em outubro, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, do Ministério da Ciência e Tecnologia, em Brasília, e, também em outubro, no 44º Congresso Brasileiro de Geologia, em Curitiba. "Educar a sociedade para os impactos gerados pelo homem é, cada vez mais, uma prioridade urgente", diz o geólogo Carlos Berbert, coordenador-geral das Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia.
As mudanças climáticas, a preservação do Aqüífero Guarani, segundo maior aqüífero do mundo, e os impactos da produção da energia no ambiente estão no centro das preocupações dos geólogos. "A sociedade humana está imprimindo e acelerando mudanças nos sistemas naturais do planeta. Somos 6,2 bilhões de pessoas a caminho de 11 bilhões no fim do século", diz Berbet. "Temos de aprender a viver com esse peso".