Cientistas que participaram do seminário na Câmara alertaram para os problemas enfrentados hoje pelas megalópoles urbanas. No painel Megacidades- O Futuro das Grandes Metrópoles: Sustentabilidade ou Descentralização?, a representante do Centro Tecnológico da Universidade Federal Fluminense, arquiteta Thereza Christina dos Santos, afirmou que uma das maiores dificuldades é o acúmulo de lixo, que afeta toda a sociedade, como ocorre hoje com o problema da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. Segundo Thereza Cristina, a população mais pobre sofre mais as conseqüências da degradação ambiental, já que não tem como mitigar os problemas, seja por meio da melhoria da habitação, seja pelo acesso a serviço médico. Segundo o representante da Universidade Nacional do México, Jaime Urrutia Fuvugauchi, o crescimento das grandes cidades é hoje maior nos países do Sul, pobres ou em desenvolvimento. Em 1975, disse, havia 180 cidades com mais de um milhão de habitantes, enquanto hoje há 400. Essas cidades, afirmou, têm problemas de toda ordem, econômicos, ambientais, sociais, que só podem ser resolvidos com a integração entre pesquisa científica e políticas econômicas e sociais. Mas, de acordo com o pesquisador, os países onde as grandes cidades mais crescem, como os da América Latina, são também os com menos recursos para resolver seus problemas.
O deputado Filipe Pereira (PSC-RJ) destacou a necessidade de uma ação rápida para evitar a calamidade nos centros urbanos e citou como boas iniciativas as que vêm sendo realizadas por algumas empresas na reciclagem e reutilização de detritos.
Fonte: http://www.camara.gov.br/internet/jornal/jc20080424.pdf |