Ano Internacional do Planeta Terra
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Brasília, 22 de novembro de 2008     Busca
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Câmara debate Ano Internacional do Planeta Terra
Ano Internacional da Terra

Câmara debate Ano Internacional do Planeta Terra

No seminário do Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT), realizado na Câmara dos Deputados Federais, em Brasília, nos dias 23 e 24, cientistas do Brasil e de vários países da América Latina alertaram sobre o futuro do planeta. Para os palestrantes, as mudanças climáticas são uma realidade irreversível, sendo responsabilidade da sociedade trabalhar para amenizar os danos para as futuras gerações.

Aquecimento global

Em sua palestra, o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Carlos Nobre, disse que as ações humanas aceleraram em 50 vezes o ritmo natural das mudanças no planeta no período de um milhão de anos. Para o pesquisador, mesmo considerando inevitáveis os efeitos do aquecimento global há chances de diminuí-los. Se as emissões de gases forem reduzidas de 60% a 70% até 2050, a temperatura poderá aumentar menos de dois graus, previu. Para ele o Brasil pode contribuir com a modernização das práticas agrícolas, que respondem a 25% das emissões de gases do país, e com a redução do desmatamento, que corresponde a cerca de 50% das emissões. O representante do Serviço de Geologia e Mineralogia do Chile, Marcelo Solari, disse que há uma necessidade de se construir uma nova arquitetura econômica, social e política, que seja sustentável. Para sobrevivência do planeta é preciso mudança de hábito, estilo de vida e padrões de comportamento. Já o presidente do Comitê Nacional do AIPT e representante da Academia Brasileira de Ciências, Diógenes Campos, lembrou que as ciências da terra são sempre relegadas a um segundo plano na formação das pessoas, portanto, não se cria uma cultura sistêmica, que mostre interrelações entre os diversos conhecimentos e as ciências que estudam o planeta. O especialista em água subterrânea, Carlos de Souza Simanke, abordou a necessidade de os estados administrarem bem suas águas. Ele lembrou que, ao contrário do Brasil, alguns países têm somente água subterrânea como fonte de abastecimento da população e defendeu a preservação dos lençóis subterrâneos no Brasil, evitando-se a contaminação para prevenir o futuro racionamento de águas. O técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, Agostinho Tadashi Ogura, falou sobre desastres naturais, com foco nos riscos geológicos. Ele defendeu a importância de uma gestão destes riscos por parte das esferas governamentais, de forma que haja prevenção capaz de evitar as conseqüências decorrentes de ocupações desordenadas. Manuel Iturralde-Vinent, da Comissão Nacional Cubana do AIPT, abordando o mesmo tema, apontou a ausência dos poderes públicos para ordenamento territorial e populacional de forma a evitar a ocupação desordenada de áreas de risco, o que leva a tragédias com perdas de vidas humanas. Ele fez uma apresentação sobre como minimizar os riscos e maximizar a segurança. Durante o seminário também foram destacados os planos do governo brasileiro em relação à preservação ambiental, como o Plano de Ciência e Tecnologia e Inovação 2007-2010 (que atuará nas áreas de preservação do planeta), desenvolvimento tecnológico das empresas, pesquisas e desenvolvimento em áreas estratégicas (como biocombustíveis, recursos naturais e biodiversidade) e desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Deputados também alertam para a defesa do meio ambiente

De acordo com o presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado André de Paula (DEM-PE), a defesa do ambiente pode representar um futuro mais seguro, onde temos que diferenciar o que não podemos evitar daqueles problemas que são potencializados pelo ser humano, como o aquecimento global e o aumento do buraco na camada de ozônio. O autor da proposta para a realização do evento, o deputado Nilson Pinto (PSDB-PA) disse que poucas pessoas se dão conta de que todos os bens utilizados no dia a dia são fruto da exploração mineral, e essa dependência só é percebida quando há algum problema ou quando a economia é afetada. O vice-presidente da Comissão de Minas e Energia, deputado Vander Loubet (PT-MS), disse que não se pode pensar no desenvolvimento e no atendimento das necessidades humanas sem considerar os prejuízos ambientais.

Encerramento

O encerramento coube ao conselheiro sênior para o AIPT e representante da comissão de organização do ano no Brasil, Carlos Oití Berbert, que apresentou uma conferência sobre a importância de conservarmos o planeta terra para as futuras gerações.

 

 

 

 

Fonte: http://www.cprm.gov.br/imprensa/Site/pdf/Virtuais/servicogeologico131.pdf

Asscom-DF

 
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